tenho dormido no canto da cama
esperando o abraço cansado
pesando teu corpo sobre meus frágeis braços
essa noite nenhuma palavra foi dita
e nessa cadeira na qual fui esquecida
procurei um nome qualquer que fosse familiar
lá fora o vento não uiva - lamenta
murmura saudades no meu ouvido
dá tapas ardidos nos meus lábios falecidos
tuas palavras se tornaram lacunas
não deixastes teu cheiro em meus travesseiros
nem palavras de amor
nem promessas
nem adeus.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
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