eu não vi os nomes de ruas, as placas de trânsito
não vi os olhares, me observando curiosos
não vi as unhas por fazer, o cabelo bagunçado
não li o que estava escrito nos muros pixados
é que hoje não tem poesia, tem desabafo.
tenho alguns graus de miopia e uns poucos trocados
guardei os óculos pra não ver esse mundo desesperado
fechei os olhos e quis dormir
e quando sua respiração se tornou uma canção de ninar arritmada
o escuro embalou meus sonhos silenciosos
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
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Um comentário:
adorei isso! acho que é a terceira vez que eu volto aqui pra ler. e sempre ensaio deixar algum comentáio, mas sempre desisto. mas agora foi.
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