não é que eu gostasse daquele homem desconhecido
ou amasse, ou desejasse seu corpo contra o meu
era apenas uma admiração contida e ingênua
não era seu sorriso malicioso ou a risada gostosa
eram seus dedos correndo suavemente
as cordas de um violão qualquer
as palavras macias escritas às pressas.
seus interesses, seus pensamentos
avaga esperança numa humanidade perdida
a fantasia de nara correndo sua mente
seus olhos escuros,
não admirava seu sexo.
eu, pequena, platonicamente admirava seu ser.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
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