domingo, 11 de novembro de 2007

ardido.

eu, você, todos aqueles comprimidos,
os gritos repartidos
silenciados pelos beijos,
derretendo esses meus lábios cansados.

teus olhos sem brilho,
tua vida em outros caminhos,
minhas unhas quebradas
e teus alicerces tão contidos
que tua construção levanta.

eu, pequenina, não acompanho mais teu ritmo
e por ter me apaixonado por esse teu sorriso
te deixo partir aos poucos, calada,
guardando cada gota de lágrima,
que é o que restou de mim.

Um comentário:

Anônimo disse...

Boa noite!

As vezes pesquisas no google trás resultados inesperados.

belo texto, cheios de suspiros.
Brilhante, ler e criar cada cena ai escrita, torna-se tão real.

Parabéns pelo poema!